Tive sonhos estranhos nesses últimos dias. Minha mente reviveu muitos momentos que eu sempre quis que acontecessem. E como eu acordei feliz depois desses sonhos. Mas como a dor que eles deixaram é intensa. Choro a falta destes sonhos até agora. Eu ainda acho muito normal não querer falar sobre tais sonhos, e guardar pra mim. Minhas dores não são singulares. Que bom, sou menos louca do que imaginei. Eu sei que é normal também me decepcionar. Porque eu espero. Demais, de menos, dos outros, de mim, de ninguém, da fé, do acaso, do destino, do erro, da verdade, de tudo, de nada. Tô começando a achar que tenho que mandar todo mundo explodir. Tenho que me explodir também, mas, prefiro mesmo, é ser indiferente, até eu saber o que achar.
- Respire, não é o fim do mundo - falei à mim mesma - é só... falar - lembrei-me. A passos demorados e muito calmos fui até a porta da dita cuja locadora. Entrei, sorri para todos e dirigi-me às prateleiras longas de filmes. Pude sentir sua presença atrás de mim, então, virei-me lentamente, mais nervosa do que o normal. - Posso ajudar? - seu sorriso irradiava uma felicidade extrema. - Po..por a..acaso tu te..tens a..alguma su..gestão? - gaguejei insegura. Típico de minha pessoa, quando não conheço sou extremamente envergonha. - Tem estes que chegaram agora - ele pegou os filmes encima do balcão. Depois de vários filmes avaliados e tentando esconder minha tremedeira perto dele, escolhi dois filmes. Ele sempre foi simpático, sorria-me com entusiasmo, olhava-me analisando. Houve amigas minhas que disseram que ele ''me cuidava'' ou ''me secava''. Sempre dei risada, porque o acho mui...
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