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  Os olhos doces, sinceros e brincalhões que me admiravam no escuro, me deixavam sem graça. Aquele brilho nos olhos verdes amendoados faziam as borboletas no meu estômago se inquietarem.
  Os braços seguros e protetores a me segurarem causavam-me arrepios. Nunca fui tão protegida. As risadas mudas ecoavam no silêncio do quarto. A televisão nem nos distraía mais. Conversavamos com se nos conhecessemos desde sempre e com ânsia de descobrir cada vez mais.
  Os segredos ditos e guardados já fazem parte da nossa história. As carícias no rosto do amado ainda parecem pobres. Como cabe tanto amor dentro de nós? Os suspiros pesados e os abraços apertados nos bichinhos de pelúcia já é comum, Escrever o nome dele é como deslizar a caneta pelo papel. O nome se auto escreve.
  As músicas, que por mais tristes, confusas, e fora de contexto, lembram os retardos constantes dele. Já não precisamos mentir que estamos bem, a nossa telepatia entrega. Admitir chorar de saudade faz lágrimas de felicidade surgirem.
  A grande felicidade de amar está tão perto, tão dentro da minha alma que já sinto o calor das lágrimas nos olhos...

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