Pular para o conteúdo principal
Por causa de você eu ri um pouco mais forte, chorei um pouco menos e sorri muito mais.
Não sei descrever exatamente quando mas a desconstrução me atingiu. E ela bate forte. Ela simplesmente arrebentou com meus muros fortemente construídos a fim de nunca mais deixar nada e nem ninguém (deixar de) ultrapassar.
Então, no meio disso tudo, ela veio.
Eu já não escrevo mais sob um transe apaixonado, aquele que te faz flutuar e a realidade muda o cheiro das cores e o sabor dos sons. Eu escrevo em um estado de espírito muito melhor. A verdade não dói, não machuca nem desaponta. 
O gosto da liberdade do meu coração é um sabor que eu não esperava sentir, afinal, eu sempre me achei uma desistente. 
A liberdade não tem mais cara de euforia e adrenalina, não é mais correr a 100 km/h em 3 segundos. É muito melhor. É saber que a estrada não tem fim. Saber que a melhor construção de ti mesmo só vai ficando cada vez mais refinada, sofisticada e harmonizada. É descobrir que calma e apatia são diferentes. É saber o que é realmente estar em paz.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Confissão Secreta

   - Respire, não é o fim do mundo - falei à mim mesma - é só... falar - lembrei-me.   A passos demorados e muito calmos fui até a porta da dita cuja locadora. Entrei, sorri para todos e dirigi-me às prateleiras longas de filmes. Pude sentir sua presença atrás de mim, então, virei-me lentamente, mais nervosa do que o normal.   - Posso ajudar? - seu sorriso irradiava uma felicidade extrema.   - Po..por a..acaso tu te..tens a..alguma su..gestão? - gaguejei insegura.   Típico de minha pessoa, quando não conheço sou extremamente  envergonha.   - Tem estes que chegaram agora - ele pegou os filmes encima do balcão.   Depois de vários filmes avaliados e tentando esconder minha tremedeira perto dele, escolhi dois filmes. Ele sempre foi simpático, sorria-me com entusiasmo, olhava-me analisando.   Houve amigas minhas que disseram que ele ''me cuidava'' ou ''me secava''. Sempre dei risada, porque o acho mui...

Indeterminável

     Obsessão. Desejo. Tudo por um beijo, aquele que te deixa tonta pelo ar que falta. Depois que se prova, não se esquece, o gosto não desaparece, a memória só revive. Aquele fogo que sobe rasgando e desce congelando as veias na qual sobrecarrega de adrenalina.   O toque torna-se intenso e necessário. Cada vez mais rápido, mais forte, mais eletrizante. As mãos que sobem frenéticamente da parte de trás do joelho até a cintura torna-se tão arrepiante quanto sexy. As mordidas no lábio parecem ter fogo em brasa, e as unhas necessitam arranhar, tanto quanto as mãos precisam agarrar os cabelos.   Sentir o cheiro do outro é inevitável, colar-se ao outro incontrolável, e o tempo que isso pode durar é indeterminável.

Nada a mais

 Depois de tudo que ouvi, temi não estar errada. Sinto o sangue subir-me às bochechas com a vergonha da cena vista. Posso afirmar que a mesma foi feita por mim. Por essa parte temo não estar errada.   Quando uma amiga nossa tem certos interesses em determinados tipos de garotos, ou até mesmo em um único ser da espécie humana do sexo masculino, nós entramos em um tipo de situação delicada. Ainda mais se esse garoto tentou beijar a ga rota errada. Pense em como a garota iria se explicar!   Exatamente. Beijei o garoto que minha amiga tem um interesse doentio pode se dizer. O pior é que não tive culpa! Ta bom, tive minha parcela de culpa, não o impedi. Mas não sou adivinha para saber que ele pretendia beijar-me! Como se já não fosse o suficiente estar no meu último nível de estresse e brigar facilmente com ela, que se interessa anormalmente pelo indivíduo.   Tenho raiva do que me acontece, quase sempre. Nunca mais seriei cupido. De pouco me importa ...